A
TRANQÜILIDADE É DE CADA UM DE NÓS
SWAMI TAPOVANAM
Tranqüilidade é verdade, verdade
é beleza, beleza é felicidade e felicidade é a divindade - parece
ser este o ensinamente enfaticamente apregoado por cada partícula
de neve, cada pedra, pétala e folha de relva... Quando digo que
esta beleza - ao mesmo tempo natural e divina - é um meio seguro
para capacitar a mente a repousar, elevar e manter-se na tranqüilidade
ilimitada (falando por experiência), é possível que os eruditos,
orgulhosos de sua maestria em diversas ciências, e yogis, orgulhosos
de suas laboriosas práticas místicas, possam discordar; mas ainda
assim, esta é uma verdade inabalável.
Foi a minha sede por este néctar
da tranqüilidade que me levou a transpor com muito esforço as
dificuldades da viagem até estas inacessíveis vastidões...
É esta tranqüilidade, esta felicidade,
que tantos tão laboriosamente buscam no alvoroço das cidades,
através de longos processos, em práticas meditativas que visam
atentar às tendências inatas da mente. A tranqüilidade é a natureza
inata de tudo. A própria realidade auto-existente. Logo, não há
qualquer necessidade de esforçar-se para produzi-la. Qual a necessidade
de esforçar-se para produzir o que já existe?
Ainda que a tranqüilidade seja
a nossa natureza inata, torna-se encoberta pela agitação e não
vivenciada. Eliminada esta agitação, a tranqüilidade por si mesma
se revela. O esforço então é necessário - não para gerar tranqüilidade
e sim para banir a agitação. A massa de luz, o disco solar, é
encoberto pelas nuvens. Estas precisam somente serem afastadas
que de imediato o disco solar , que parecia não existir por si
mesmo se revela. Não é uma questão de produzir o disco solar e
fazê-lo brilhar. Da mesma forma, com a cessação das agitações,
a tranqüilidade emerge.
(Swami
Tapovanam - do livro Vagando pelos Himalayas, publicado pela revista
de Vedanta Mananam vol. IV nº4, out-81 - Chinmaya Mission - Califórnia
- USA. Tradução de Marco André)
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