Sânscrito

 

Sânscrito é a língua na qual se encontram escritos os textos de Vedanta. Pertence à grande família de línguas indo-européia, como o grego e o latim, de onde derivaram a maior parte das línguas ocidentais modernas. Possui uma estrutura bastante elaborada como indica seu próprio nome (sams - bem; krtam - feita) e baseia-se num sistema de derivação no qual as palavras são formadas a partir de um conjunto de cerca de 2.200 elementos básicos, chamados raízes, seguindo regras muito bem estabelecidas.

Foi Panini, gramático que viveu no sec. IV AC, quem, complementando o trabalho de vários sábios que o antecederam, compilou, com rigor científico, uma gramática para o Sânscrito, descrevendo, em sutras, frases bastante concisas, os processos observados na língua. A mais antiga evidência que se possui do Sânscrito ou, indo mais além, o mais antigo documento da família lingüística indo-européia é o Rg Veda. Isso confere ao Sânscrito um papel fundamental na ciência da filologia comparativa. 

A investigação científica da língua operada pelos hindus em muitos aspectos suplantou a gramática tradicional do Ocidente por sua consistência filosófica e minuciosa análise.

 

O primeiro impulso para o estudo da gramática na Índia foi dado pelo desejo religioso de se preservar intactos os textos sagrados védicos passados de geração a geração por tradição oral e cuja eficácia residia na atenção dirigida a cada som, a cada palavra. Nas mãos de Panini e dos antigos gramáticos da Índia, a gramática sânscrita alcançou um status de ciência, chegando a resultados nunca igualados, por nenhuma outra nação na antiguidade, a não ser talvez pelos gregos.

 

É uma aquisição da gramática dessa época, por exemplo, a noção de que as palavras consistem, em sua maioria, de raízes e de sufixos que, quando a elas conectados, modificam-lhe os sentidos de variadas maneiras.

 

A fonética do século XIX também foi desenvolvida no ocidente somente com a "descoberta" do sânscrito, durante o século XVIII, após a colonização inglesa da Índia.

 

O Sânscrito é a chave para a cultura tradicional da Índia, da medicina à matemática, da engenharia à agricultura e sobretudo por sua literatura religiosa milenar, sendo utilizado até os dias atuais nas celebrações de rituais e recitação de mantras.

 

O Sânscrito possui extraordinária flexibilidade, densidade, concisão e sutileza. Para um estudante de Vedanta, conhecer todo esse potencial expressivo é um meio para preparar a mente para o estudo profundo das escrituras.                          

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